Yolanda Hopkins faz história ao qualificar-se para o CT 2026
- Redação À Deriva
- 27 de out. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 10 de nov. de 2025
A surfista portuguesa Yolanda Hopkins garantiu uma das vagas mais desejadas no mundo do surf ao apurar-se para a World Surf League Championship Tour (CT) de 2026, um feito inédito no surf feminino nacional.

Com 27 anos, natural de Faro e criada em Sines na prática do surf, Yolanda converteu uma temporada de consistência em história viva para o surf português.
No evento decisivo do Challenger Series de 2025, o Saquarema Pro, no Brasil, Yolanda foi além de entrar nas meias-finais, venceu a prova e, com isso, garantiu antecipadamente o apuramento para o CT. Esta vitória sucede-se a uma campanha marcada por bons resultados. Terceiro lugar na etapa da Ericeira, segundo em Ballito, e dois quintos lugares no US Open e em Newcastle.
Com este feito, Yolanda coloca-se na linha direta de Tiago Pires e Frederico Morais, até agora os únicos portugueses a terem integrado o CT, mas no setor masculino.
Yolanda iniciou a sua carreira no Algarve, mas cedo mudou-se para Sines à procura de melhores condições de treinos e ondas. O percurso não foi fácil. A atleta chegou a recorrer a crowdfunding e apoios pontuais para competir no exterior. No entanto, a persistência revelou-se decisiva.
“Consegui, finalmente. Vamos estar aqui no Tour, a representar Portugal, estou ‘bué’ feliz e quero mesmo agradecer a toda a gente que me tem apoiado ano após ano. Vou tentar dar o meu melhor no Championship Tour, levar a bandeira portuguesa o mais longe possível”, expressou Yolanda Hopkins logo após a qualificação.
Na temporada de 2025 do Challenger Series, a surfista algarvia somou resultados que a catapultaram ao topo do ranking com duas etapas por disputar, o que confere um claro estatuto de favorita à vaga no CT. Esta liderança antecede ainda as duas últimas provas do Challenger, que decidirão quem se junta a Yolanda no CT em 2026.
Para o surf português, a qualificação de Yolanda tem simbolismo profundo, representa a consolidação de uma estrutura competitiva feminina, a visibilidade internacional e um exemplo para as gerações mais jovens. A Federação Portuguesa de Surf declarou: “A Yolanda é um exemplo de talento, determinação e coragem que inspira toda uma geração”.
Além de marcar um feito individual, o resultado abre uma nova janela estratégica para o país. Ter uma representante feminina no CT aumenta a projeção, as oportunidades de patrocínios e o interesse mediático. Para Yolanda, a estreia no CT será em abril de 2026, na etapa de Bells Beach, na Austrália um arranque que promete intensidade competitiva e emocional.
Apesar da celebração, o desafio que se avizinha é igualmente elevado. O CT exige consistência, viagens longas, surf em condições extremas e capacidade de gestão de carga física e mental. Resta preparar-se para competir ao mais alto nível e lutar por resultados que consolidem o seu lugar entre as melhores.









Comentários