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WSL cria wildcard de maternidade

A World Surf League anunciou uma mudança relevante no circuito feminino, a criação de um Maternity Wildcard, que entra em vigor na temporada de 2027. A medida permite que atletas que interrompam a carreira devido à maternidade regressem ao CT sem perder o lugar na elite.

Direitos de Imagem: WSL & Manel Geada | Johanne Defay
Direitos de Imagem: WSL & Manel Geada | Johanne Defay

As primeiras beneficiárias já estão definidas. A francesa Johanne Defay recebeu o primeiro Maternity Wildcard da história, enquanto a brasileira Tatiana Weston-Webb foi contemplada com o Season Wildcard. Ambas estão assim confirmadas a tempo inteiro no CT em 2027.

“Estou super feliz por receber o primeiro Maternity Wildcard. É uma honra enorme”, afirmou a francesa. “Sempre quis manter o meu lugar no tour, porque adoro este estilo de vida como atleta profissional. Este é um novo desafio que quero mesmo viver. Compito há 20 anos, faz parte de quem sou. Poder partilhar isso com a minha filha é um presente incrível. Estou muito entusiasmada para regressar em 2027.”

Também Tatiana Weston-Webb destacou o impacto da decisão, não só a nível pessoal, mas no contexto mais amplo do desporto.

“Sou extremamente grata por ter tido este tempo para concretizar um dos sonhos da minha vida, criar uma família. Agora, com este anúncio, sinto-me privilegiada por poder dizer que outro sonho está a tornar-se realidade, ser mãe e competir ao mais alto nível. É bonito fazer parte da evolução e do incentivo à maternidade no desporto, especialmente no surf.”

A introdução deste wildcard coloca o surf alinhado com uma tendência crescente noutras modalidades, onde a maternidade deixou de ser um travão competitivo. Casos como o de Serena Williams no ténis, ou mais recentemente Allyson Felix no atletismo, ajudaram a pressionar federações e organizações a criarem condições para o regresso de atletas após a gravidez.

No surf, esta decisão marca uma mudança estrutural. Até agora, pausas prolongadas significavam, na prática, perder o lugar no circuito. A partir de 2027, isso deixa de ser uma inevitabilidade.

Mais do que um ajuste competitivo, é um sinal claro de evolução no desporto.

Direitos de Imagem: WSL

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