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George Pittar, O "Carrasco" da Brazilian Storm

O "Oeste" australiano tem um novo xerife, e ele fala com sotaque de Sydney. George Pittar vence

o Margaret River Pro 2026, completando uma caminhada de "matador de gigantes" que ficará para a história do Championship Tour.

Direitos de Imagem: WSL & Beatriz Ryder | George Pittar
Direitos de Imagem: WSL & Beatriz Ryder | George Pittar

Se alguém tivesse desenhado o guião mais difícil possível para um surfista de 23 anos vencer o seu primeiro CT, seria este. George Pittar não apenas venceu, ele dizimou a elite brasileira no seu caminho até ao topo do pódio.


Tudo começou com a eliminação do bicampeão mundial, FIlipe Toledo na ronda de abertura. Depois, nos oitavos de final, George Pittar eliminou o atual campeão mundial em titulo, Yago Dora. Mas há mais.

Na meia final, George Pittar tirou da competição o ouro olimpico e campeão mundial, Italo Ferreira, e para terminar com chave de ouro, na final, Pittar eliminou aquele que é considerado por muitos o melhor surfista brasileiro de sempre, Gabriel Medina

"Parece um sonho. Ontem olhei para as meias-finais e era eu contra todos os brasileiros. Pensei, 'tenho de o fazer'. Vencer o Medina na final, um gigante do surf, não tenho palavras." confessou um emocionado George Pittar.

A final foi decidida no detalhe e na paciência. Enquanto Medina cometeu um erro de prioridade raro, Pittar capitalizou com a melhor nota de todo o evento masculino, um 9.00 sólido, fruto de quatro manobras de rail críticas e levadas ao limite.


Apesar da derrota na final, Gabriel Medina sai do Oeste Australiano com um sorriso. No seu regresso oficial após paragem por lesão, o brasileiro provou que o número 1 que agora ostenta na licra não é por acaso. Medina assume a licra amarela e chegará à Gold Coast como o homem a bater.


Na divisão feminina, a história foi de superação geracional. Lakey Peterson, de 31 anos, conquistou a sua sétima vitória na carreira, batendo a jovem brasileira Luana Silva numa final decidida nos últimos cinco minutos.


Luana Silva chegou a liderar com a melhor nota da final (6.83), mas a experiência da norte americana em Main Break valeu-lhe uma resposta de 6.40 sob pressão, garantindo o título.


A perna australiana entra agora na sua fase final e mais icónica. A próxima paragem é na Gold Coast, em Snapper Rocks, que começa já no dia 1 de maio.

Gabriel Medina (Masculino) e Gabriela Bryan (Feminino) lideram a corrida pelo Aussie Treble.

Direitos de Imagem: WSL

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