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Brazilian Storm fustiga Margaret River

O segundo dia de competição em Main Break foi tudo menos tranquilo. Com ondas até 2 metros e um vento onshore persistente a "estragar" a formação, o Margaret River Pro 2026 transformou-se num teste de resiliência.

Direitos de Imagem: WSL & Beatriz Ryder | Italo Ferreira
Direitos de Imagem: WSL & Beatriz Ryder | Italo Ferreira

Enquanto as portuguesas se despediam da prova, a Brazilian Storm tomava conta do Oeste Australiano, garantindo uma presença massiva na fase final.


O Brasil deu um autêntico murro na mesa. Pelo segundo evento consecutivo, os brasileiros ocupam metade das vagas nos quartos de final masculinos. O feito é ainda mais impressionante pela distribuição, há um representante do Brasil em cada um dos quatro heats dos quartos de final.

Gabriel Medina estragou a festa local ao eliminar o favorito Jack Robinson. Samuel Pupo foi o grande destaque do dia, assinando a única nota excelente do quadro masculino (8.00) para eliminar Kanoa Igarashi. Yago Dora e Italo Ferreira completam a armada, com Italo a vencer o duelo fratricida contra João Chianca.


A grande notícia para as contas do ranking chegou no último heat do dia. Ethan Ewing impôs uma derrota pesada a Miguel Pupo, atual líder do ranking.

Com este resultado, o Margaret River Pro terminará com um novo detentor da licra amarela. A luta pelo topo do ranking está agora totalmente aberta, com vários surfistas no top 10 a terem hipótese de assumir o comando na saída da Austrália.


O confronto entre os irmãos Colapinto foi um dos momentos mais emotivos do dia. Depois de ter perdido para o irmão mais velho (Griffin) em Bells Beach, Crosby Colapinto conseguiu a desforra. Num heat decidido por uma margem mínima, Crosby teve a paciência necessária para encontrar a onda da vitória no último minuto, empatando o confronto direto entre ambos.


Como as previsões já indicavam, o pior do tempo está a chegar ao Sudoeste Australiano. A WSL já confirmou que os próximos dois dias (segunda e terça-feira) serão de OFF devido à entrada de uma tempestade severa.

A organização espera que o vento rode e as condições limpem para os últimos dias do periodo de espera.

A próxima chamada fica assim marcada para a meia-noite de quarta-feira, 22 de abril (hora de Portugal Continental).

Direitos de Imagem: WSL

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