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Entende o novo formato do CT

A WSL anunciou ainda em 2025 mudanças profundas no formato competitivo para 2026, mas foi apenas esta semana que o draw oficial revelou como essas alterações se traduzem na prática. A nova estrutura dos eventos do Championship Tour traz mudanças diretas na forma como os surfistas entram em prova, sobretudo, como avançam nas rondas.

Direitos de Imagem: World Surf League /
Direitos de Imagem: World Surf League /

Até 2025, a temporada regular começava com uma ronda não eliminatória. Cada heat tinha três atletas, resultando em 12 heats no masculino e 6 no feminino. Os vencedores avançavam para a ronda 3, enquanto segundos e terceiros seguiam para a repescagem.


Esse modelo desaparece em 2026. As rondas de não eliminação e de repescagem são removidas e o sistema passa a favorecer os atletas com melhor seeding. No masculino, a primeira ronda inclui apenas os surfistas seedados entre o 29º e o 36º lugar. Os vencedores avançam para a ronda 2 (16-avos), onde enfrentam os atletas com seed do 1º ao 28º lugar, já em heats man-on-man. Depois seguem-se oitavos, quartos, meias e final.

Um dos objetivos é reduzir o tempo total de prova. No antigo formato, a primeira ronda masculina ocupava cerca de seis horas. Até aos oitavos de final, acumulavam-se 32 heats, equivalentes a cerca de 16 horas de competição, normalmente dois dias completos. No novo modelo, bastam 20 heats para chegar aos oitavos, totalizando aproximadamente 10 horas.

Ronda 1 do Rip Curl Pro  Bells Beach
Ronda 1 do Rip Curl Pro Bells Beach

No feminino, a situação é diferente. A antiga primeira ronda e a repescagem somavam 12 heats, cerca de seis horas. O novo formato exige 16 heats até aos quartos, o que corresponde a aproximadamente oito horas. Neste caso não há redução, porque o CT feminino passa a contar com 24 atletas, em vez das 18 dos últimos anos. Assim, a primeira ronda inclui as surfistas com seeding entre as posições 9 e 24, distribuídas por 8 heats que qualificam 8 atletas para a ronda 2. Nessa ronda, essas surfistas disputam o acesso aos quartos-de-final frente às atletas com seeding de 1 a 8.


Ronda 1 (feminino) do Rip Curl Pro Bells Beach
Ronda 1 (feminino) do Rip Curl Pro Bells Beach

No total, estima-se que a WSL consiga poupar cerca de quatro horas de competição, e ainda a utilização do formato overlapping heats durante qualquer fase da competição.


Esta flexibilidade permite respostas mais rápidas consoante as condições do mar, e maior controlo sobre horários de transmissão para mercados como Brasil e Estados Unidos, onde a fase final dos campeonatos já é transmitido em plataformas externas à WSL.


O novo formato estreia em abril, na etapa de Bells Beach, Austrália, marcada para 1 a 11 de abril de 2026.


Os eventos da piscina de ondas de Abu Dhabi e de Supertubos, considerados postseason, terão estrutura semelhante, mas reduzida. Nestes casos, o quadro masculino encolhe de 36 para 24 atletas, e o feminino de 24 para 16.


Na prática, o CT passa a funcionar de forma semelhante aos tradicionais trials, onde os atletas melhor classificados entram mais tarde na grelha competitiva.


Como funciona o seeding da WSL

O seeding define a ordem de entrada dos surfistas nos eventos. Cada atleta começa a temporada com Base Seed Points, atribuídos antes da primeira etapa. Nos primeiros cinco eventos, 20% desses pontos é descontado em cada prova. A partir do sexto evento, os pontos base deixam de contar.

A pontuação final de seeding, os CT Seed Points, resulta da soma entre os Base Seed Points e os pontos obtidos em competição. Wildcards e substitutos que entram sem lesão recebem Base Seed Points inferiores aos do último surfista qualificado da Challenger Series. Os wildcards de retorno por lesão recebem um seeding ajustado ao ranking que tinham antes de se lesionarem.


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