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WSL em modo sobrevivência em Margaret River

O cenário em Margaret River sofreu uma reviravolta dramática. O que era para ser uma corrida planeada rumo a um domingo de gala, transformou-se num quebra-cabeças logístico para a WSL.

Direitos de Imagem: WSL & Beatriz Ryder | Filipe Toledo
Direitos de Imagem: WSL & Beatriz Ryder | Filipe Toledo

O "forecast" falhou, o vento antecipou-se e agora a organização corre contra o tempo (e contra os elementos) para não deixar a etapa cair num impasse prolongado.

O "plano perfeito" da WSL caiu por terra

A ideia era aproveitar os três primeiros dias da janela para levar a competição até às finais no domingo, dia 19 de abril. No primeiro dia, a WSL operou com uma eficiência histórica, completando 28 baterias em formato overlapping. No entanto, nos dias 17 e 18, o mar não correspondeu às expectativas e a prova manteve-se em stand-by.


"Esperávamos que os ventos onshore previstos atingissem a costa um pouco mais tarde, o que nos daria uma boa janela para tentar completar, pelo menos, a Ronda 3 feminina em condições limpas", admitiu Renato Hickel, diretor de prova da WSL.

Com o atraso acumulado, é agora matematicamente impossível terminar o evento no domingo, que era apontado como o melhor dia do período de espera. A competição deverá retomar esta madrugada (hora de Portugal) para tentar avançar o máximo de baterias possível antes da chegada de uma frente de ventos onshore muito fortes, que ameaça deixar o capeonato em espera durante vários dias. A última esperança reside agora no final da janela de espera, quando os ventos deverão finalmente rodar para offshore.


Se a competição retomar com as mulheres, Portugal estará na linha da frente. Yolanda Hopkins abre as hostilidades contra a atual líder do ranking e defensora do título, Gabriela Bryan.

Francisca Veselko terá pela frente a experiência e o favoritismo de Caroline Marks.


No quadro masculino, a tensão é palpável. O destaque absoluto vai para o Heat 4, um autêntico duelo de titãs entre Gabriel Medina e Jack Robinson. Este confronto, que poderia ser facilmente uma final, promete parar Margaret River.

Kanoa Igarashi, o grande destaque do primeiro dia, enfrenta o brasileiro Samuel Pupo no heat 1.

No heat 3, um momento raro e emocional com o duelo fratricida entre os irmãos Colapinto.

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