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Faltam 5 dias. Bells Beach marca arranque da temporada

Faltam cinco dias para o regresso do CT e, depois de sete meses sem competição, não há espaço para entrar devagar. Bells Beach abre a temporada 2026 e vai expor, logo à partida, quem chega preparado, e quem perdeu tempo na off-season.


Direitos de Imagem: WSL & Cait Miers | Caitlin Simmers
Direitos de Imagem: WSL & Cait Miers | Caitlin Simmers

Entre 1 e 11 de abril, o palco mais icónico do surf competitivo volta a ganhar vida, num ano com peso histórico, 50 anos do Circuito Mundial.


Foco inevitável nos nomes que chegam com responsabilidade acrescida. Jack Robinson e Isabella Nichols regressam com um título em Bells para defender.


Ao mesmo tempo, os campeões do mundo Yago Dora e Molly Picklum iniciam a defesa do título mundial. No caso de Yago, há um dado que levanta dúvidas, nunca passou do 9.º lugar em Bells Beach. Já Molly conhece melhor o terreno, com um 2.º lugar em 2023, mas isso não lhe garante vantagem num ano com mais campeãs do mundo em prova do que nunca.


Nota ainda para o regresso de Gabriel Medina, que volta à competição após um ano afastado do circuito.


Bells Beach será também o palco de estreia do novo formato do CT, com o fim definitivo das rondas de não eliminação e dos heats a três. A consequência é simples, menos margem de erro e mais pressão desde o primeiro heat.

A onda de Bells mantém-se igual ao que sempre foi, uma direita longa, técnica, onde leitura, posicionamento e consistência fazem a diferença. Falta perceber se as condições vão permitir que isso se traduza em espetáculo durante a janela da prova.


Para Portugal, esta etapa tem um peso diferente.

Yolanda Hopkins e Francisca Veselko estreiam-se no CT, marcando um momento inédito no surf feminino português. Duas atletas nacionais, na elite mundial.

Mais do que presença, é um sinal claro de mudança.O surf feminino português entra, finalmente, numa nova fase, agora dentro do circuito principal.

Direitos de Imagem: WSL

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